Sustentabilidade

Dia da Floresta Autóctone: Sozinho, cuidamos. Juntos, preservamos.

Assinala-se hoje, dia 23 de novembro, o Dia da Floresta Autóctone. Esta data tem como objetivo divulgar a importância económica e ambiental da preservação e manutenção das florestas autóctones ou naturais, sendo novembro um mês favorável à sensibilização para esta temática uma vez que as condições climatéricas, como as temperaturas baixas e a precipitação, são benéficas à plantação e semeação de árvores em Portugal.

As árvores autóctones são assim designadas por terem origem nativa no território onde habitam. Hoje falaremos das espécies portuguesas, que nascem em Portugal, de que são exemplo o sobreiro, azinheiras, carvalhos, entre outras. Por terem origem na região, este tipo de árvores adaptam-se melhor às condições do solo e do clima, e por isso são mais resistentes a pragas, doenças, a longos períodos de seca ou de chuva intensa, e até aos incêndios, como é o caso do sobreiro, fonte da matéria-prima com a qual trabalhamos, a cortiça, que as espécies introduzidas.

Segundo a Quercus, “cerca de 38% do território continental português é constituído por área florestal”, o que representa uma mais valia para a sustentabilidade ambiental na medida em que a floresta contribui para a conservação da biodiversidade, produção de oxigénio, fixação de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono) e proteção do solo.

O 6.º Inventário Florestal Nacional, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, expõe que, em Portugal, a floresta nacional é maioritariamente constituída por espécies florestais autóctones: 72%.  Os Montados, Sobreirais e Azinais representam a principal ocupação da floresta. Os sobreiros (Quercus Suber), de que tanto gostamos, e azinheiras (Quercus rotundofila), protegidos pelo Decreto-lei nº169/2001, representam cerca de 37% da área, e os Carvalhos (Quercus robur) apenas 4% da nossa floresta atual, não existindo qualquer proteção legal para a sua preservação.

Mas por que devemos preservar e plantar árvores autóctones?

  • Mantém a qualidade do ar, retém água e ajudam a preservar o solo;;
  • Integram a paisagem natural;
  • Proporcionam recursos naturais importantes para o Homem, como a “nossa” cortiça, plantas medicinais, mel, madeira, etc.;
  • Oferecem frutos consumidos pelo Homem e por Animais, como a castanha e a bolota.

As florestas autóctones nacionais fazem não só parte do património cultural português, como também permitem o equilíbrio dos ecossistemas, ajudando a manter a fertilidade do espaço rural e o equilíbrio biológico das paisagens.

De acordo com a Esposende Ambiente, estas florestas também “são lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies de animais autóctones, muitas delas também em vias de extinção.”

É por isso necessário preservar e cuidar das árvores autóctones e incentivar a sua plantação.


Na Online Cork amamos a cortiça e respeitamos a natureza.

Na Online Cork trabalhamos com a cortiça amadia portuguesa, que tem origem na casca do sobreiro (Quercus Suber). Esta cortiça é extraída no terceiro descortiçamento e seguintes. Certamente já ouviu dizer que a cortiça é extraída do sobreiro de 9 em 9 anos. O primeiro descortiçamento, designado “virgem”, só acontece quando a árvore tem 25 anos, o segundo denomina-se “secundeira”, a partir daí, inclusive, a extração da cortiça amadia é realizada de 9 em 9 anos.

O sobreiro é uma árvore autóctone de grande longevidade, vivendo entre os 150 a 200 anos, e com a qual sabemos que podemos trabalhar sem danificar a árvore e prejudicar o ambiente.  O descortiçamento não envolve nenhum material tóxico e a cortiça renova-se naturalmente a cada década.

São várias as razões que nos fazem trabalhar com esta matéria-prima, destacando-se o facto de ser renovável, biodegradável, natural e reciclável.

Segundo a National Geographic, os desperdícios da indústria da cortiça são ainda usados na indústria farmacêutica ou para produzir energia.

Sabendo tudo isto, na Online Cork optámos por combinar a tradição e o design com a cortiça portuguesa para criarmos produtos sustentáveis e amigos do ambiente. Com respeito e amor pela natureza no seu todo, oferecemos online artigos aprovados pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

Desafio

Hoje, no Dia da Floresta Autóctone, faça a diferença e se tem um terreno, plante uma árvore de uma espécie autóctone.

Em alternativa, pode apoiar a iniciativa de reciclagem de rolhas de cortiça conduzida pela Missão Continente, Quercus e Corticeira Amorim, que desde 2008 já permitiu salvar 401 toneladas de cortiça e plantar 1,2m de árvores autóctones.

Sozinhos, cuidamos. Juntos, preservamos.

Fontes:

Florestas: Dia da Floresta Autóctone, preservar e planta

Quercus: Dia da Floresta Autóctone 

Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

National Geographic: Benefícios da cortiça